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Dália Negra

Sinopse:
Elizabeth Short (Mia Kirshner) era uma jovem bonita, que estava determinada em ser famosa e era conhecida como a "Dália Negra". Após seu corpo ser encontrado, torturado e retalhado, em um terreno baldio de Los Angeles, tem início uma busca pelo assassino. Os detetives e ex-boxeadores Lee Blanchard (Aaron Eckhart) e Bucky Bleichert (Josh Hartnett) são encarregados da investigação do caso, mas a obsessão que os dois desenvolvem por ela acaba por arruinar suas vidas.

Minha opnião:

Eu fui ver o filme especificamente no cinema só por causa da Mia Kirshner. Eu adoro a Mia porque ela é do tipo de atriz que topa tudo e segura qualquer barra. É só ver ela em The L Word pra saber que isso é verdade. Eu já sabia que ela mal aparecia e só em retrospecto, então tudo bem. Mas só mostrar ela em preto e branco foi sacanagem. Nem deu pra ver os zoião azul dela!!! Essa é a minha única reclamação em relação a ela, no mais, as cenas dela valeram a pena.

 

Agora, Scarlett Johansson e Josh Hartnett? Deus do céu, quê era quilo? Péessima atuação, de ambos! A Scarlett parecia que tava numa novela mexicana. Bem over the top, exagerada. Não ficou bom não.

 

Por outro lado, adorei Fiona Shaw, ela por pouco não beira o hilário, mas conseguiu estar na caracterização certa. Hilary Swank foi muito boa como sempre. Eu nunca tinha reparado como a voz dela é legal, aquela coisa da garganta, baixa. Jemima Rooper tem um papelzinho também, o que foi uma boa surpresa. Também achei engraçado ver a k. d. lang cantando na cena do club lésbico!

 

Dália Negra tem seus momentos bons. São difíceis de encontrar, mas estão lá. O problema é que falta ritmo, salvo umas três ou quatro ocasiões que até deu uma animada. A história do crime é boa, mas o desenrolar foi um tanto confuso: personagens entrando e saindo, muitos nomes, muitas situações... confesso que me perdi. Isso e todos aqueles palhaços sorridentes estragaram o filme pra mim. Brr.

Minha nota:
5 - e tá bom demais!

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As Torres Gêmeas

Nota 9 (de 0 a 10)

Sinopse
Durante o atentado terrorista de 11 de setembro, dois policiais entram no World Trade Center para ajudar as pessoas e acabam soterrados sob os escombros das torres.

Por que nota 9?
Fui para o cinema achando que seria mais um filme sobre o tema tão batido que é o atentado de 11 de Setembro, mas não é que me surpreendi? O filme tem cenas dos destroços e do desabamento que são surpreendentes. A recriação do cenário com os pápeis voando por NY, assim como vimos na TV, impressiona. Eu teria retirado um ou duas cenas dramáticas que deixaram o filme um pouco sentimentalóide, mas afinal estamos falando de um desastre mundial: tudo foi sentimentalóide e dramático! Já no fim do filme, tive que engulir algumas lágrimas. Parabéns a Oliver Stone que conseguiu, na minha opinião - aliás, contrária a todas as grandes críticas - passar o sofrimento e a dor daqueles homens que queriam ser os heróis naquele dia, mas se tornaram as vítimas.

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O Último Samurai

Sinopse:
O roteiro, escrito por John Logan, apresenta como personagem principal o capitão Nathan Algren, soldado norte-americano recrutado para treinar o exército japonês na luta contra os samurais. Porém, Algren é capturado pelos guerreiros e acaba se unindo a eles depois que observa de perto seus nobres estilos de luta.

Minha opnião:
Baita clichezão!!!

Minha nota:
8. Foi um bom clichê.

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A Casa Monstro


Nota 9 (de 0 a 10)

Sinopse
Três crianças atravessam para o outro lado da rua para desvendarem um mistério e viverem a maior aventura de suas vidas. DJ, a criança do outro lado da rua, é quem tem o plano. Jenny, a novata, tem a inteligência e Bocão, o melhor amigo de DJ, não tem a menor idéia de nada. 

Por que nota 9?
Eu vi pelo menos duas crianças saindo do cinema no meio do filme de medo. 

A Casa Monstro consegue ser o que propôs: um filme de terror para crianças. Teve umas cenas desconfortáveis - para não dizer assustadoras, afinal o filme é só uma animação. Sem falar no humor, requisito básico a todo filme de animação. Arranca umas boas gargalhadas. A qualidade da animação é excelente! Como os filmes desta área têm evoluido, principalmente nas expressões corporais e faciais dos humanos. É só compará-lo com Toy Story para notar a diferença, a evolução dos animadores. As três crianças são fantásticas - destaque mais do que especial para o Bocão. A história é bem escrita e com poucos goofs (eu só achei três). Vale a pena conferir e ficar até os créditos para as famosas cenas extras. No meu caso, mais uma vez, para poder assisti-lo legendado, porque dublado ninguém merece!

Ah! Só mais duas palavrinhas para definir a qualidade da produção do filme: Steven Spielberg.

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Era Uma Vez no Oeste


Nota 9 (de 0 a 10)

Sinopse
Em virtude das terras que possuía serem futuramente a rota da estrada de ferro, um pai e todos os filhos são brutalmente assassinados por um matador profissional. Entretanto, ninguém sabia que ele, viúvo há seis anos, tinha se casado com um prostituta de Nova Orleans, que passa ser a dona do local e recebe a proteção de um hábil atirador, que tem contas a ajustar com o frio matador.

Por que nota 9?
Foi minha primeira experiência com faroeste e já comecei com um filme do mestre faroeste-espaguete Sergio Leone. Era Uma Vez no Oeste tem um ritmo um pouco diferente dos outros filmes do estilo: a narrativa um pouco mais lenta e menos bangue-bangue. Você tem que realmente VER o filme, prestar a atenção nas cenas, pois muito da história é explicada sem diálogos, só com detalhes, nas ações dos atores, nos gestos feitos; coisas que desaprendemos com a maioria dos filmes modernos, que nos dão tudo mastigado.

A história é carregada de drama e parte dos créditos vai para a trilha sonora. Que trilha sonora soberba! Dá um clima muito legal para o filme, sabe? Aquele ar de suspense, de mistério. Charles Bronson está maravilhoso como O Gaita. A gente já sabe que quando ele toca sua gaita, algo vai acontecer. E a parte da vingança? Gosto de filmes de vinganças, de personagens que passam anos tramando e se preparando para o dia D, o dia em que vingarão toda a humilhação e perda que tiveram. Isso é empolgante! V de Vingança, O Conde de Monte Cristo são filmes que não me canso de ver!

Outra coisa legal é que nos filmes faroestes, a questão mocinho-bandido é bem clara desde o início. Não há corrupção, não há o-bom-moço-que-se-torna-mau-por-um-trauma-sofrido-na-infância. Nos bangues-bangues bom é bom, mau e mau e ponto final. Henry Fonda no papel do "the bad guy" está demais!

Gostei muito dessa experiência e quero repeti-la com Era Uma Vez na América que dizem ser um dos melhores filmes de Sergio Leone. Só tenho que achá-lo nas locadoras...

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O Libertino


Sinopse:
História de Conde de Rochester (Johnny Depp), um homem que, no século 17, transita na corte inglesa com bastante liberdade. Rodeado de mulheres, vive a escandalizar a alta sociedade com suas aventuras sexuais. No entanto, ao se apaixonar pela prostituta e aspirante à atriz Elizabeth Barry (Samantha Morton), ele passa a dedicar sua vida não mais às suas aspirações hedonistas, mas sim em transformá-la em uma profissional de sucesso nos palcos londrinos.

Minha opnião:
Ah, o Johnny. Johnny é tudo! Só ele pra salvar O Libertino e me fazer assistir o filme por inteiro, porque eu não via mais a hora de rolar os créditos.. E o mais curioso é que o filme NÃO é ruim. Sério! Bom elenco, ótimos diálogos, ótimas atuações, trabalho de câmera muito bom também. Adorei a teatralidade, o deboche, as longas falas (algumas bem filosóficas)  e longos takes. Mas algo nisso tudo não clicou, não fechou bem. Não sei dizer exatamente o quê, mas quando o filme me deixa aguniada pra que ele termine logo então algo está errado.

Acho que eu esperava mais. Não ia rolar algo gay entre o Johnny e outro ator? Hum, acho que foi isso que faltou. Fiquei ansiosa pra ver e nada. Zero, zilch. :(

Mas se faltou beijo de um lado, isso foi compensado de outra forma: Johnny Depp se superou de novo! Nossa, como ele atuou bem, principalmente no final do filme, quando o Conde estava morrendo, definhando aos 33 anos de idade. A maquiagem foi poderosa e ele ficou quase irreconhecível! Incrível! Até o nariz dele tiraram! Eu sei que isso foi feito com o Ralph Fiennes em Harry Potter e o Cálice de Fogo, mas lá o rosto dele foi quase todo computadorizado, e não maquiado.

E a atriz, Samantha Morton (de Minority Report), não ficou pra trás. Ela tem uma cara de menininha, mas tem presença forte e segura bem a barra. Me deixou impressionada. E ainda deu uns beijos no Johnny, a bandida. 

Eu queria ter visto um pouco mais do John Malkovich, que fez o Rei Charles II. Poderiam ter aproveitado mais ele em cena. Talvez ele estivesse meio ocupado produzindo o filme.

Minha nota:
Pelo o que foi citado acima eu somo tudo e dou um 6. Se eu fosse avaliar só meu Johnny eu daria um 9 com certeza! =)

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Estrada para a Glória

Nota 8 (de 0 a 10)

Sinopse
Filme baseado em uma história real que trata de vitórias adversas e também da questão do preconceito racial em uma época difícil nos Estados Unidos, ainda mais no conservador estado do Texas, sempre relacionado a ideais racistas de direita. Em 1966, Don Hanskins (Josh Lucas de Lar, Doce Lar), um técnico branco de basquete, começa a procurar talentos para formar um time. Ele não está preocupado com a cor da pele de seus jogadores, mas sim com o quanto eles podem render em quadra. Dessa forma, convoca sete garotos negros e 5 brancos para montar seu time. Em uma acirrada disputa pela liga amadora, ele mostra que seu time tem qualidades dentro das quadras (ao derrotar os principais adversários) e fora dela (ao saber lidar com o terrível preconceito local). Assim, eles vão enfrentando juntos algumas dificuldades e superando todas, até chegar à grande final e se tornar o primeiro time do estado a ganhar o campeonato com apenas garotos negros como titulares.

Por que nota 8?
Adoro e sempre adorei filmes baseados em histórias reais. O filme ganha um tempero especial quando sei que não é mais uma obra da ficção, que parte daquilo é real. Alguém viveu aquilo! 

Todos sabemos que o racismo existe até mesmo no Brasil, país dito como o mais miscigenado do mundo. E o racismo, principalmente aquele mostrado nos filmes como Crash, Duelo de Titãs e Mississipi em Chamas, sempre me chamou atenção porque é cruel, é besta e sem sentido, porém tenho certeza que não é diferente da realidade de lá, daqui ou daí. 

Estrada para a Glória é uma história de superação e coragem sobre racismo nos anos 60 nos EUA. Conta a história de um treinador que se muda com sua família  para a cidade de El Paso no Texas para treinar um time de basquete da universidade. O problema é que não há jogadores e ele sai pelo estado para recrutá-los. Sua conduta é questionada quando ele volta para a cidade com sete jogadores negros. E daí todos sofrem as conseqüências: treinador, sua família e jogadores. O filme é uma lição de vida sobre como não devemos desistir dos nossos sonhos, como devemos superar nossos limites para o alcance de nossos ideais. O caminho estreito é aquele que nos leva a glória.

Os extras são muito legais! Tem entrevista com o verdadeiro treinador, com os verdadeiros jogadores e conta sobre o jogo mais importante na carreira do time - jogo este que aparece no filme - e que me parece que foi muito fiel a história. John Voight faz um dos treinadores do time adversário e está quase irreconhecível com próteses nas bochechas, nas orelhas e no nariz para que ficasse mais parecido com o treinador real.

Só faltou tocar mais, ser mais emotivo para levar meu dez. Surpreender. Mas aconselho a todos que quiserem momentos de reflexão com toques de divertimento.

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Terror em Silent Hill

Sinopse:
Rose não consegue aceitar a idéia de que a filha Sharon está morrendo por uma doença fatal. Sob os protestos do marido, ela foge com a filha, com a intenção de levá-la a um curandeiro. No caminho, ela acaba adentrando um portal que as conduz a assustadora e deserta cidade de Silent Hill.

Sharon desaparece em Silent Hill, e Rose segue o que pensa ser a silhueta da filha por toda a cidade. Logo fica claro que a cidade é diferente de tudo o que ela já viu. O local é habitado por diversas criaturas e uma escuridão viva que desce e literalmente transforma tudo o que toca.

Os habitantes humanos que restaram lutam uma batalha inútil contra a Escuridão. Ajudada por uma policial chamada Cybil, que foi enviada para resgatar ela e a filha, Rose procura pela menininha enquanto descobre a história de Silent Hill e que Sharon é apenas mais uma peça de um jogo bem maior.

Minha opnião:
Pra mim já começou bem: açãozinha e Radha Mitchell. Adóóóóro Radha Mitchell! Tudo que vi dela gostei. O trabalho dela é bem simples, "clean", na medida certa. A atuação dela me lembra um pouco Jodie Foster até, aquela coisa onde pouco é muito, sabe? Muito bom. Observem.

Eu nem sabia que o filme era com ela, então foi uma boa surpresa. E como eu disse, o filme já começou bem, com um suspensezinho em um lugar escuro e escorregadio. A premissa também era boa: uma criança (a filha da Radha) desaparecida numa cidade fantasma e mal assombrada, névoa por toda parte. Essa coisa de pequena sociedade fechada sempre me atrai, é bem intrigante, eu acho.

Eu também não sabia que o filme era baseado em um jogo, mas desconfiei quando vi umas criaturazinhas esquisitas surgindo do nada. Pensando nisso agora, até que faz sentido, mas na hora não fez muito. Pouco depois disso, começo a ouvir uns sons disconexos, uns arranhões e bate-latas, demorei pra sacar que era a trilha sonora! Aff. Mas tudo bem.

O filme seguiu num bom ritmo. A trama me deixou curiosa, queria saber onde aquilo ia parar! Porém, o filme tomou um rumo bem diferente do que parecia anunciar. Coisas novas apareceram, novos personagens e criaturas. Algo meio "festa estranha com gente esquisita", sabe? Mas não achei ruim porque, como disse, eu tava disposta a ver onde aquilo ia dar.

Segue então o básico filme de suspense, com direito a flashback em forma de filminho pra explicar os acontecimentos precedentes ao filme. Não vou contar o fim, claro, mas digo que ainda não sei se aprovo ou não. Nao foi ruim, mas... decepcionante, eu diria. Não era bem o que eu esperava.

Enfim. Silent Hill tem alguns ótimos takes, cenas bem-feitas, originais, bastante sangue, sonambulismo, crianças malvadas, caça às bruxas, e o Sean Bean d'O Senhor dos Anéis. Eu curti. Mas se você quer uma segunda opnião, aceite a da minha mãe: "Filme tosco que só vendo."
Heh.

Minha nota:
5 pro filme, mais um ponto pra Dona Radha por ter passado o tempo todo de saia e go-go boots. Grande garota! :) 6, então.

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2001: Uma Odisséia no Espaço


 Nota 4 (de 0 a 10)

Sinopse
 Desde a "Aurora do Homem" (a pré-história), um misterioso monolito negro parece emitir sinais de outra civilização interferindo no nosso planeta. Quatro milhões de anos depois, no século XXI, uma equipe de astronautas liderados pelo experiente David Bowman (Keir Dullea) e Frank Poole (Gary Lockwood) é enviada à Júpiter para investigar o enigmático monolito na nave Discovery, totalmente controlada pelo computador HAL 9000. Entretanto, no meio da viagem HAL entra em pane e tenta assumir o controle da nave, eliminando um a um os tripulantes.

Por que nota 4?
Alguns filmes não são feitos para certas pessoas assistirem, é o que dizem. E depois deste filme sou obrigada a concordar com tal afirmação. Eu simplesmente não entendo o porquê de tanta euforia em cima de um filme sem graça como esse. Esperei demais do filme por conta de tanta propaganda: Oscar, lista dos 250 melhores do IMDB. O filme é considerado um cult. É muito provavel que - na minha ignorância - eu simplesmente não o tenha entendido e aqui, voltamos a afirmação inicial. Filme monótomo, cansativo, pesado. O primeiro diálogo só aparece aos 23 minutos de filme. Não há uma história concreta e o final é incerto. Você senta no sofá pra assistir o filme sem entender nada e sai do sofá quase três horas depois sem entender nada. Hã? O que foi? O que há? O que era aquilo? O HAL 9000, o famoso computador do filme, que eu esperava ser a estrela principal pelo tanto que li e ouvi falar, tem seus quinze longos minutos de fama. Longos demais na minha opinião. 

No entanto, serei justa em alguns itens como efeitos especiais e fotografia. Principalmente para um filme de 1968, quando o homem nem tinha pisado na lua, mas o diretor já fazia referência a. A trilha sonora é soberba combinada com as imagens de tirar o folego do espaço. 

Enfim, 2001 é um filme com belas imagens, belas músicas, mas cenas desnecessariamente longas e história confusa. E só.

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